injustiça poética


# O primeiro golo do Arena de Pernambuco, palco de jogos do Mundial de 2014, acabou de ser marcado* por Luis Eduardo, defesa do Náutico, na própria baliza.

* a finalizar uma jogada para golo, do lobo para o andré martins [resultado final 1-1, de penalty]

Sporting, gosto tanto

tal como as pessoas que não gostam de futebol, acho estúpido e estupidificante o tempo que o futebol ocupa diariamente nos telejornais. mas gosto de futebol, já gostei mais e já gostei menos. gosto mais do sporting que de futebol
[a minha dose actual é acompanhar os resultados do sporting em muitas todas as modalidades e manter o controle de todos os jogos do futebol A, volta não volta no estádio, volta não volta na televisão, mas sempre, pelo menos, no transístor ou na net]

desde tinha-eu-não-sei-quantos-poucos-anos de idade que me conheço sportinguista
cresci entre a minha casa em carnide e uma casa de avós em benfica [uma casa de benfiquistas]
os meus pais nunca ligaram à bola.
um primo direito dessa casa, da minha idade, foi o meu primeiro parceiro do culto sportinguista e o pai dele, melómano e sócio do sporting, o primeiro farol do ideal leonino.
fomos os dois para sócios com 12 anos de idade, ele está agora a fazer os 25 anos de sócio. eu deixei de ser pouco depois, ao mesmo tempo que continuava a ostentar o jornal dos sporting [no 3 e no 4 da carris, que faziam carnide-benfica] vaidosamente.
voltei a ser sócio pouco antes das sad e do final do grande jejum, e deixei de pagar cotas pouco depois, quando recebi uma carta da sporting-empresa. já me habituei [julgo que fomos, sporting, pioneiros também nisso das sad], entretanto habituei-me.

o meu clubismo cresceu na superioridade estética e desportiva do Sporting Clube de Portugal
no leão, no verde-e-branco e na hegemonia do seu ecletismo. a maior potencia desportiva portuguesa [facto].
encanta-me o poder desportivo dos atletas leoninos que fazem do sporting o líder na prática desportiva e na competição em Portugal, pelas modalidades fora [e o futebol que o diga, com selecções atrás de seleções alimentadas pela cantera leonina]
encanta-me o poder popular [em lisboa, no mundo português, em todos os cantos das pirâmides sociais lusas encontram-se agrupamentos largas vezes com maioria] de quem prefere torcer pelo sporting
o sporting é grande sem ser carneirista, ter o culto do sermos tantos
e somos muitos.

considero o benfiquismo uma forma inferior de clubismo. por ser essencialmente carneirista e boçalista.
bem sei que o clubismo é faccioso, sempre, não o reconhecer é ilógico, mas acho que há formas clubistas mais inteligentes que outras. não digo nas pessoas, não, mas nas idiossincrasias clubistas sim.

nascido em ´76, vi no futebol
o porto passar de 3º para o 1º lugar em títulos internacionais e a acumular vitórias nacionais.
e vi o sporting passar de 2º para 3º, sabendo que chegou a ser o 1º.
[só há 3 clubes que nunca desceram da 1ª divisão em portugal e só há 1 que nunca ficou abaixo do 5ºlugar  - isto, na secundária, é nunca ter tido negativas. um nível de excelência histórica que dura até hoje, dia da última jornada do campeonato 2012/2013]
o sporting joga pela diferença entre acabar muito mal e acabar de forma vergonhosa.
o sporting vai ter a sua pior classificação de sempre, para o ano não vai jogar na europa,
vai passar de 3º para 4º clube europeu com mais participações na eufa [sendo apanhado pelo benfica]
e eu como optimista compulsivo,vendo um acumular de anos horríveis, acho que finalmente bateu no fundo.
acredito que godinho lopes foi o bater no fundo e que pode ser bom fazer crescer uma equipa tirando-a da montra grande, fazer um bom campeonato e taças, ganhar qualquer coisa para já e ganhar muito em breve.

vivo com uma benfiquista
e o nosso filho, nascido no final de 2010, que está a crescer e que provavelmente irá torcer por um clube, embora saiba cantar o “braços no ar, todos de pé..” também já sabe o nome do bairro da minha avó.
[e sim, sei que está na hora de me voltar a fazer sócio]
espero que ele veja o sporting a rugir bem alto,

estou a contar contigo,
bruno de carvalho